Sapienciais
Eclesiástico 32
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1Puseram-te à frente dos outros? não te eleves por isso: Sê entre eles como um deles mesmos. 2Tem cuidado deles, e depois disto assenta-te, e, cumpridas todas as tuas obrigações, põe-te a comer: 3ut læteris propter illos, et ornamentum gratiæ accipias coronam, et dignationem consequaris corrogationis.vg 4fim de que eles venham a ser o motivo da tua alegria, e de que tu recebas a coroa, como um ornamento de graça, e de que adquiras louvor da parte de todos os convidados. 4 Fala primeiro, tu que és o mais velho: Pois em ti quadra bem 5a primeira palavra proferida com esquisita ciência, e não impeças a música. 6Não esperdices palavras, onde não há quem dê de-se nalgum banquete. Porque de todo o contexto se colhe, que o autor fala, segundo o antigo costume dos gregos e romanos, que era constituírem um chamado rei do banquete, que tinha cuidado de tudo. Vejam-se as antiguidades destas duas nações. ouvicios a elas, e não queiras elevar-te fora de tempo na cua sabedoria. 7Correm igual paralelo uma pedrinha de carbúnculo em engaste de ouro, e um concerto de músicos em convite de vinho. 8Assim como brilha mais um sineté de esmeralda encastoado em ouro, assim a harmonia da música meIhor se logra entre umn alegre e moderado vinho. 9Ouve em silêncio, e à proporção da tua modéstia, ser-te-á conciliada a boa graça. 10Tu, mancebo, fala com dificuldade no que te toca. 11Se fores perguntado duas vezes, tenha concisão a tua resposta. 12Porta-te em muitas coisas como se as ignorasses, e ouve calando e tambén perguntando. 13No meio dos magnates não te iguales com eles: E onde estão velhos não fales muito. adiante da ter da a raiva a reelera, e a planoço da modéstia ser-te-a conciliada a boa graça. 14Ante grandinem præibit coruscatio: et ante verecundiam præibit gratia, et pro reverentia accedet tibi bona gratia.vg 15E chegada que seja a hora de te levantares, não te detenhas: Mas corre primeiro que todos para a tua casa, e desenfada-te nela, e recreia ali o teu espírito, NÃO ESPERDICES — Daqui se vê que ninguém dére 16e faze o que tiveres resolvido no teu pensamento, mas todavia sem intervirem pecados e sem mediar palavra alguma soberba. 17E por todas estas coisas bendize ao Senhor que te criou, e que te inebria de todos os seus bens. 18Aquele que teme ao Senhor, abraçará a sua doutrina: E os que velarem para o buscar acharão bênção. 19Aquele que busca a lei, será cheio dela: E o que obra com hipocrisia, tropeçará nela. 20Aqueles que temem ao Senhor, conhecerão o que é justo, e farão luzir as suas boas obras como farol. 21O homem pecador evitará repreensão, e achará escusa conforme ao seu desejo. 22O varão de conselho não perderá de vista o acerto dele, o alheio e soberbo não se lhe dará do temor: 23Ainda depois de ter obrado por si sem conselho, mas será arguido pelos seus projetos. 24Filho, não faças coisa alguma sem consellos, e não te arrependerás depois dela feita. 25Não vás por um caminho de ruína, e não tropeNHOR — Por todas estas coisas dá graças a Deus depois de comer. O costume, que têm de fazer oração a Deus os que se levantain da mesa, é comum aos judeus e aos próprios étnicos, e esta mesma prática esteve sempre em uso não só noutro tempo entre os cristãos, mas ainda na nossa idade em todas as Igrejas. Porque •¿arás nas pedras: Nem te metas num caminho trabalhoso, para que não dês à tua alma ocasião de queda: 26E guarda-te dos teus filhos, e acautela-te dos teus domésticos.: 27Em toda a tua obra dá crédito segundo a sua fé à tua alma: porque assim é que se guardam os mandamentos. 28Aquele que crê a Deus, atende aos seus mandamentos: E o que nele confia, não será danificado.