Pentateuco
Gênesis 44
2 versículos ainda não foram recuperados na digitalização do Figueiredo e aparecem como […].
1Ora José deu esta ordem ao dispenseiro de sua casa, e lhe disse: Mete nos sacos destes homens quanto trigo eles puderem levar, e o dinheiro de cada um no cimo dos sacos; 2e mete a minha taça de prata na boca do saco do mais moço com o dinheiro, que deu pelo seu trigo. E assim se fez. Gênesis 44, 3-) 3E ao outro dia pela manhã deixaram-nos ir com os seus burros. 4Quando eles tinham saído da cidade, e tinham já caminhado um pedaço, chamou José o dispenseiro de sua casa, e lhe disse: Corre depressa atrás daqueles homens, e suspende-os do caminho, e dize-lhes: Por que tornastes vos mal por bem? 5A taça, que vós furtastes, é aquela, por onde bebe meu senhor, e a de que ele se serve para as suas adivinhações. Vós fizestes uma coisa malíssima. 6Fez o dispenseiro o que lhe fora mandado; e tendo-os embargado, disse-lhes tudo o que lhe fora ordenado que dissesse. 7Eles lhe responderam: Por que fala nosso Senhor assim a seus servos, e os julga capazes de cometer uma ação tão vergonhosa? 8Nós tornamos-te a trazer o dinheiro, que achamos na boca dos nossos sacos. Como podia logo ser, que nós furtassemos da casa de teu senhor ouro, ou prata? 9Aquele de teus servos, qualquer que ele seja, a quem se achai o que tu buscas, morra; e nós seremos escravos de nosso senhor. Os investigadores têm encontrado em muitos túmulos muitos desses valiosos objetos, guardados religiosamente nos mais célebres museus da Europa. No museu do Louvre existe um belo exemplar em ouro. ÇÕES — A adivinhação pela taça era costume praticado em todo o Oriente. Deitavam água numa taça; depois de cheia lançavam-se bocados de ouro, prata, pérolas, pedras preciosas, e observando as diferentes figuras que se produziam no líquido julgavam poder daí deduzir o conlecimento do futuro, ou explicar coisas ocultas. S. Tomás interpreta esta passagem, dizendo que José procedia assim e falava assim, para não ir de encontro à opinião que a seu réspeito Togava no Egito, sem que, contudo, praticasse a magia; 10Ele lhes disse: Faça-se conforme vós sentenciastes. Qualquer, a quem for achado o que eu busco, seja meu escravo: e quanto a vós outros, vós sereis inocentes. 11Descarregaram eles pois logo os seus sacos em terra, e cada um abrili o seu. 12O dispenseiro tendo-os examinado todos, começando desde o mais velho até ao mais moço, achou a •taça no saco de Benjamim. 13Então eles, rasgados os seus vestidos, e tornados a carregar os seus burros, voltaram outra vez para a cidade. 14Judá foi o primeiro, que se apresentou com seus irmãos diante de José, o. qual se não tinha ainda arredado do lugar, onde estava; e todos juntos se prostraram em terra diante dele. 15José lhes disse: Por que vos houvestes vós assim comigo? Vós não sabeis que não há ninguém, que mẹ iguale na ciência de adivinhar? 16Disse-lhe Judá: Que responderemos nós a nosso Senhor? Que lhe diremos nós, e que lhe poderemos nós representar, que tenha alguma sombra de justiça para nossa defesa? Deus achou a iniquidade dos teus servos: eis-aqui somos nós escravos de meu senhor, nós, e aquele,. a quem foi achado o copo. 17Respondeu José: Deus me defenda de tal fazer. Aquele, que me furtou a minha taça, esse seja meu escravo; e vós outros ide com toda a liberdade para vosso pai. 18Então Judá chegando-se mais para José, lhe disse confiadamente: meu senhor, permite, te peço, a teu servo, que ele te fale, e não te agastes com o teu servo.' Porque abaixo de Faraó 19tu é que és meu senhor. Tu perguntaste no prin- cipio a teus servos: Vós tendes ainda pai, ou algum outro irmão? 20E nós te respondemos: Meu senhor, nós temos um pai, que é velho, e um irmão pequeno, que ele houve na sua velhice: outro irmão, que tinha nascido da mesma mãe, é já morto. Sua mãe não tem senão este. e seu pai o ama ternamente. 21Então disseste tu a teus servos: Trazei-mo cá, que gostarei de o ver; 2 Mas nós te respondemos: Meu senhor, o meni10 nao pode largar a seu pai; porque se o largar mnorre. rá o pai. 22Suggessimus domino meo: Non potest puer relinquere patrem suum: si enim illum dimiserit, morietur.vg 23Disseste tu a teus servos: Se o mais pequeno de vossos irmãos não vier convosco, vós não me tornareis mais a ver a cara. 24Quando pois voltamos para nosso pai, teu servo, nós lhe contamos tudo o que meu senhor nos dissera. 25E nosso pai nos disse: Tornai a ir, para nos comprardes um pouco de trigo. 26Nós lhe dissemos: Nós não podemos ir: se nosso irmão mais moço vier conosco, iremos todos juntos: mas sem ele vir, nós nos não atrevemos a aparecer diante daquele homem. 27Ele nos respondeu: Vós sabeis que eu tive dois filhos de minha mulher. 28Tendo um deles saído ao campo, dissestes vós que uma besta fera o tinha devorado: e até agora não. aparece. 29Se vós levardes também este outro, e lhe suceder alguma coisa no caminho, vós com a pena, que isto me causará, dareis com este pobre velho na sepultura. 30Se eu pois chegar a meu pai, teu servo, e não lhe aparecer este menino; como a sua vida depende da de seu filho, 31quando ele vir que o menino não vem conosco, morrerá; e teus servos causarão à sua velhice uma dor,. que o leve à cova. 32Ego proprie servus tuus sim qui in meam hunc recepi fidem, et spopondi dicens: Nisi reduxero eum, peccati reus ero in patrem meum omni tempore.vg 33Seja eu pois antes o que fique por teu escravo, pois que me obriguei a dar conta deste menino, e isso prometi a meu pai, dizendo: Se eu to não tornar a trazer, não se me dará que meu pai me impute esta falta, e que ele ma não perdoe nunca. 33 Assim eu ficarei teu escravo, e servirei a meu senhor em lugar deste menino, para que ele volte com seus irmãos. 34Porque eu não posso tornar para meu pai, sem que vá este menino; por não suceder que vá, eu mesmo ser testemunha da extrema aflição, que acabará a meu pai.