Proféticos
Isaías 28
3 versículos ainda não foram recuperados na digitalização do Figueiredo e aparecem como […].
1Ai da coroa de soberba, dos embriagados de Efraim, da flor caduca, glória da sua exultação, dos que estavam no cume do vale fertilíssino, errantes por causa do vinho. Isaías 28, l pela sua idolatria e pela sua revolta: a invasão assíria castigou os criminosos, a destruição do exército de Senaquerib foi um claro testemunho de proteção divina para com Ezequias, obediente aos conselbos dos profetas do Senbor. 2Par 32, 20; 3Pedibus conculcabitur corona superbiæ ebriorum Ephraim.vg 4Rs 18, 5In die illa erit Dominus exercituum corona gloriæ, et sertum exsultationis residuo populi sui;vg 6et spiritus judicii sedenti super judicium, et fortitudo revertentibus de bello ad portam. \vg 7Na primeira parte deste grupo, 28-33, descreve-se a invasão de Senaquerib com o castigo da divindade, e indica-ge a promessa de triunfo, com alusões ao reino messiânico; na segunda, 34.35, o profeta apresenta-lhe o Senhor julgando todas as pessoas e em particular a Iduméla, que simboliza, no entender dos intérpretes, os inimigos da Igreja. As descobertas modernas têm comprovado 2 Eis-aqui o Senhor valente e forte como o ímpeto duma chuva de pedra: Torvelhinho que tudo quebra,. como ímpeto de muitas águas que inundam, e se espraiam: sobre uma espaçosa campina. 3 Aos pés será pisada a coroa de soberba dos embriagados de Efraim. 4 E a flor caduca da glória da sua exultação, que está sobre o cume do vale mui pingue, será como o fruto temporão, que chega a amadurecer antes do Outono: O qual se algum pondo nele os olhos o vir, logo assim que o tomar na mão, o devorará. 5 Naquele dia o Senhor dos exércitos será a coroa de glória, e a grinalda de exultação, para o resto do seu povo: Estes embebedaram-se com o vinho do erro e da amência, que 6 E o espírito de justiça para o que está assentado para bem julgar, e a fortaleza para os que voltarem da batalha para a porta. 7 Mas também estes por causa do vinho não enten•deram, e por causa da embriaguez andaram sem se poderem ter: O sacerdote e profeta não entenderam por causa da embriaguez, foran absorvidos pelo vinho, andaram cambaleando na embriaguez, não conheceram o Vidente, ignoraram a justiça. 8Porque todas as mesas se encheram de vômito e •de asquerosidades, tanto assim que não havia já lugar que estivesse limpo. 9A quem ensinará a ciência? e a quem fará entender o que se ouviu? aos que já se lhes tirou o leite, aos que já foram desmamados. a fortaleza daqueles, que depois de terem feito o último estrago nos inimigos se recolberam para a sua cidade. No que o proieta alude à mortandade do exército de Senaquerib, leito pelo Anjo do Senhor, que numa noite matou cento e oitenta e cinco mil assírios. — S. Jerônimo. 10Porque manda, torna a mandar, manda, torna a mandar, espera, torna a esperar, espera, torna a esperar, um pouco ai, um pouco ai. 11Porquanto em outra linguagem de lábio, e em língua estranha ele falará a este povo. 12Ao qual disse: Este é o meu descanso, confortai ao cansado, e este é o meu refrigério: E eles não quiseram ouvir. 13E ser-lhes-a repetida esta palavra do Senhor: Manda, torna a mandar, manda, torna a mandar, espera, torna a esperar, espera, torna a esperar, um pouco aí, um •pouco aí: Para que vão, e caiam para trás, e fiquem esmigalhados, e metidos no laço, e presos. 14Por esta causa ouvi a palavra do Senhor, honens lavras costumavam os judeus dizer por zombaria aos profetas, quando eles lhes anunciavam o que estava para vir, e os ameaçavam que se não observassem os Divinos preceitos, experimentariam da parte de Deus severíssimos castigos, Diziam pois: "Man- escarnecedores, que exerceis a vossa dominação sobre o meu povo, que esta em Jerusalém. 15Porque vós dissestes: Nós fizemos um concerto con a morte, e fizemos um pacto com o inferno. Quando passar o flagelo de inundação, não virá sobre nós: Porque temos posto a mentira por base da nossa esperança. e pela mentira fomos protegidos. 16Por isso estas coisas diz o Senhor Deus: Eis-aqui estou eu que vou a lançar nos fundamentos de Sião uma pedra, uma pedra aprovaca, angular, preciosa, fundada no fundamento: Aquele que crér, não se apresse. 17E farei juízo com peso, e justiça com medida: E a saraiva derribará a esperança da mentira: E as enchentes das águas deixarão alagada a proteção. 18E será apagado o vosso concerto com a morte. e o vosso pacto com o inferno não subsistirá: Quando passar o flagelo de inundação, ele vos terá por emprego da sua pisadura. 19Ao ponto que ele for passando, vos arrebatará: Porque de manhã cedo passará sem acabar de dia nem de noite, e só unicamente a vexação vos fará entender o que se ouviu. 20Porque estreita é a cama, de sorte que um dos dois há-de cair: E um cobertor curto não pode cobrir a uni e outro. 21Porque o Senhor se levantará, como no Monte das Divisões: Ele se mostrará irado, como no Vale, que está cil Gabaon: Para fazer a sua obra, uma obra alheia dele: Para fabricar a sua obra, uma obra dele que lhe é estranha. 22Cessai pois já de fazer zombaria, para que não sticeda que se apertem mais as vossas cadeias: Porque eu ouvi ao Senhor Deus dos exércitos que a consumação e abreviação de tudo isto mui cedo viria sobre toda a terra. 23Percebei aplicando os ouvidos, e escutai a minha voz, atendei, e ouvi as minhas expressões. 24Acaso o lavrador lavrará sempre a fim de semear, estará ele incessantemente estorroando e sachando a sua terra? 25Porventura depois de igualar a superfície dela não semeará a nigela, espalhará o cominho, e lançará o trigo a eito, e a cevada, e o milho; e alfarroba nos seus assinados lugares? 26E instrui-lo-á para fazer isto com juízo: O seu Deus o ensinará 27Porque não será debulhada a nigela com trigo armado de dentes de ferro, nem rodará a roda de carro por cima dos cominhos: Mas será com uma vara sacudida a nigela, e os cominhos com um pau. 28E o trigo será esmiuçado: Mas na verdade não no debulhará sempre o que o debulha, nem o apertará debaixo de si a roda do carro, nem con as suas unhas o esmiuçara. 29E isto saiu do Senhor Deus dos exércitos, para fazer admirável o seu conselho, e engrandecer a sua justiça.