Proféticos
Isaías 30
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1Ai, filhos desertores, diz o Senhor, para que tomásseis um conselho, e não de mim: E urdísseis uma teia e não pelo meu espírito, para que assim acrescentásseis pecado sobre pecado: AI, FILHOS DESERTORES — Depois da profecia contra Jerusalém passa Isaías a outro vaticínio, que se cumpriu dal a cento e cinquenta anos, que tantos passaram desde Isaías até Jeremias. E prediz aqui Isaías, o que Jeremias no cap. 42 da sua profecia refere que sucedera no seu tempo, e foi o seguinte: To- 2Que estais postos a caminho para descer ao Egito, e não tendes consultado o meu Oráculo, esperando o auxílio na fortaleza de Faraó, e tendo confiança na sombra do Egito. 3E tornar-se-á para vós a fortaleza de Faraó em confusão, e a confiança da sombra do Egito em ignomínia. 4Porque os teus príncipes estavam em Tanis, e os embaixadores chegaram até Hanes. 5Todos ficaram afrontados à vista dum povo que lhes não pode ser de proveito: Não lhes serviran de auxílio nem de utilidade alguma senão de confusão e de opróbrio. 6Opressão dos jumentos do Meio-dia: Ei-los aí vão por uma terra de tribulação e angústia de onde saem a leoa, e o leão, a víbora e o basalisco volante levando sobre os ombros de jumentos as suas riquezas e sobre o espinhaço giboso de camelos os seus tesouros, a um povo que lhes não poderá prestar para coisa alguma. mas lá, em castigo da sua soberba e desobediência, em lugar de quietação e amparo, acharam a sua total ruína, porque j'arao Afres, acometido das armas de Nabucodonosor, tanto não pode 7Porque o Egito debalde e em vão dará socorro: Por isso eu gritando sobre isto, disse: Ali só há soberba, descansa. 8Agora pois tendo tu entrado, escreve isto sobre o buxo em sua presença, e registra-o com cuidado num livro, e no último dia servirá de um testemunho indelével para sempre: 9Porque é um povo que está provocando a ira, e são uns filhos mentirosos, uns filhos que não querem ouvir a lei de Deus, 10que dizem aos que veem: Não vejais: E aos que olhain: Não olheis em proveito nosso para as coisas que são retas: Falai-nos coisas agradáveis, vede para nós enganadoras lisonjas. 11Alongai de mim o caminho, apartai de mim a vereda, cesse de se repetir diante da nossa face o Santo de Israel. 12Por cujo motivo diz isto o Santo de Israel: Porquanto vós rejeitastes esta palavra, e tendes esperado na calúnia e no tumulto, e aí fizestes a vossa firmeza: 13Por isso esta inigüidade será para vós uma como abertura numa alta muralha que está para cair, e é protalvez o belemoth ou hipopótamo do livro de Jó 40, 14Et comminuetur sicut conteritur lagena figuli contritione pervalida, et non invenietur de fragmentis ejus testa in qua portetur igniculus de incendio, aut hauriatur parum aquæ de fovea.vg 15considerado como o símbolo do Egito, em que depositavan muita confiança. VIBORA — Assaradon, na descrição da sua campanha contra a Arábia, diz que esta região era infestada de víboras e escorpiões. BASILISCO VOLANTE — Esta qualificação de volante provém das serpentes poderem subir às árvores como as ares que voam. curada, porque subitamente, quando se não espera vira a sua ruína. 14 E será feita em pedaços como se quebra de uma fortíssima pancada uma quarta de barro: E não se achará das suas migalhas um caco, em que se leve uma brasinha num fogão, ou se tire uma pouca de água dum poço. 15 Porque o Senhor Deus, o Santo de Israel, diz assin: Se vos voltardes e vos deivardes estar ein paz, sereis salvos: A vossa fortaleza estará no silêncio e na esperança. E vós o não quisestes: 16Antes dissestes: De nenhuma sorte, mas recorreremos aos cavalos: Por isso mesmo é que vós fugireis. E montaremos em ligeiros: Por isso serão mais ligeiros aqueles que vos hão de perseguir. 17Mil homens fugirão da vista do terror de um só: E à vista do terror de cinco deitareis a fugir, até que fiqueis como mastro de navio no cume de um monte, e estandarte sobre um outeiro. 18Por isso o Senhor espera para ter misericórdia de vós: E por isso ele será exaltado perdoando-vos: Porque o Senhor é um Deus de equidade: Ditosos todos os que o esperam. 19Porque o povo de Sião habitará em Jerusalém: Tu de nenhuma sorte derramando lágrimas chorarás, ele com muita comiseração se compadecerá de ti: Logo que ouvir a voz do teu clamor, te responderá. 20E o Senhor vos dará um pão apertado, e água pouca: E dali em diante não fará desaparecer para longe de ti o teu doutor: E os teus olhos estarão vendo o teu mestre. 21E os teus ouvidos ouvirão a palavra dele, advertindo-te por detrás de ti: Este é o caminho, andai por ele: E não declineis nem para a direita nem para a esquerda. 22E desprezarás como coisas contaminadas as lâminas dos ídolos feitos da tua prata, e a sua vestidura do teu ouro fundido, e arroja-las-ás bem assim como a imundície duma menstruada. Sai daqui, lhe dirás tu. 23E dar-se-a chuva para o teu grão, onde quer que o semeares na terra: E o pão dos frutos da terra será abundantissimo e pingue: Naquele dia será o cordeiro apascentado em espaçosa extensão na tua herdade. SALEM - Ou isto à letra se entenda do tempo de Ezequias, ou 24E os teus touros, e jumentinhos, que lavram a terra, comerão toda a mistura de grãos como eles foram padejados na eira. 25E sobre todo o monte alto, e sobre todo o outeiro elevado haverá arroios dáguas correntes no dia da mortandade de muitos, quando caírem as torres. 26E a luz da lua será como a luz do sol, e a luz do sol será sete vezes maior, como seria a luz de sete dias juntos no dia em que o Senhor atar a ferida do seu povo, e curar o golpe da sua chaga. 27Eis-ai que o nome do Senhor vein de longe, o seu furor ardente e grave de suportar: Os seus lábios estão cheios de indignação, e a sua língua é como um fogo devorante. 28O seu assopro é como uma torrente que indando chega até o meio do pescoço para perder as nações com uma aniquilação, e o freio do erro, que estava nos queixos dos povos. 29O vosso cântico será como na noite da santificada solenidade, e a alegria do coração como o que vai caninhando ao som da flauta, para entrar 110 monte do Senhor ao forte de Israel. 30E o Senhor fará ouvir a glória da sua voz, e mostrará o terror do seu braço nas ameaças do seu furor, e com as chamas dum fogo devorante: Quebrará tudo com torvelhinho, e com pedra de saraiva. 31Porque à voz do Senhor ficará cheio de pavor Assur, ferido com a sua vara. 32E será perdurável a passagem da vara, que o Senhor fará descansar sobre ele com tambores e cítaras: E num assinalado combate os vencera. 33Porquanto aparelhado está o lugar de Tofet desde ontem, aparelhado pelo rei, profundo, e dilatado. As suas acendalhas são o fogo e muita lenha: O assopro do Senhor como uma torrente de enxofre é o que o acende.