Proféticos
Jeremias 8
1Naquele tempo, disse o Senhor: Lançarão fora das suas sepulturas os ossos dos reis de Judá, e os ossos. dos seus príncipes, e os ossos dos sacerdotes, e os ossos dos profetas, e os ossos daqueles que em Jerusalém têm habitado: 2E expô-los-ão ao sol, e à lua e a toda a milícia do céu, que eles amaram, e a quem serviram, e após de queni andaram, e a quem buscaram, e adoraram: Não serão recolhidos, nem sepultados: Ficarão sobre a face da terra como um muladar. 3E escolherão antes a morte que a vida todos os. que ficarem desta ralé depravadíssinia em todos os lugares que foram desamparados, onde eu os arrojei, diz o Senhor dos exércitos. 4E tu lhes dirás a ềles: Isto diz o Senhor: Porventura o que cai não se levantará? e o que se desviou não. tornará? OS OSSOS DOS REIS DE JUDA — Pelo livro de Baruc se verifica que os caldeus desenterraram os ossos de alguns destes rels. (Bar 2, 24) e Isto, segundo 5Jerônimo, com o fim de tirarem das sepulturas as preciosidades, que nelas esperavam achar, porque esse era o costume dos orientais, enterrarem os seus príncipes vestidos ricamente, e ornados de muito ouro e prata, como. das sepulturas dos de Semiramis, Belo e Ciro refere Heródoto. — Pereira, 5 Pois por que se tem desviado este povo em Jerusalém com uma obstinada apostasia? Tem abraçado a mentira, e não quiseram voltar. 6Atendi, e escutei: Ninguém fala o que é bom, nenhum há que faça penitência do seu pecado, dizendo: Que fiz eu? todos voltam para onde a sua paixão os leva, como cavalo que corre a toda a brida para o combate. 7O milhafre no céu conheceu a sua estação: A rola e a andorinha, e a cegonha observaram a conjuntura da sua arribação: Mas o meu povo não conheceu o juízo do Senhor. 8Como assim dizeis: Sábios somos nós, e a lei do Senhor está conosco? Verdadeiramente o ponteiro mentiroso dos escribas gravou a mentira. 9Confundidos foram os sábios, aterrados têm sido e presos: Porque desprezaram a palavra do Senhor, e nenhuma sabedoria há neles. 10Pelo que darei suas mulheres a estranhos, seus campos a outros herdeiros: Porque desde o mais pequeno até ao maior todos seguem a avareza: Desde o profeta até ao sacerdote todos forjam a mentira. 11E curavam as chagas da filha do meu povo, para sua ignomínia, dizendo: Paz, paz: Quando não havia paż. 12Ficaram confundidos porque cometeram a abominação: Ou antes não foram confundidos pela confusão, nem souberam que era envergonhar-se: Portanto cairão entre os que perecerem, no tempo da sua vingança cairão, diz o Senhor. 13Eu os congregarei juntos, diz o Senhor: Não há uva nas vides, nem há figos na figueira, a folha caiu: E eu lhes dei o que lhes escapou. 14Por que estamos nós quietos? ajuntai-vos, e entremos na cidade fortificada, e guardemos ai silêncio: Porque o Senhor nosso Deus nos fez calar, e nos deu a beber água de fel: Porque pecamos contra o Senhor. 15Esperamos a paz, e este bem não chegava: O tempo da meclicina, e eis-que só havia temor. 16O estrépito da cavalaria inimiga se percebeu já desde Dan, à voz dos rinchos dos guerreiros dele estremeceu toda a terra: E vieram e devoraram a terra, e quanto havia nela: A cidade e os seus habitadores. 17Porque eis vos enviarei eu uns serpentes régulos, contra os quais não podem nada os encantamentos: E vos morderão, diz o Senhor: 18A minha dor é sobre toda a dor, o meu coração está melancolizado dentro de mim. 19Eis-aí a voz do clamor da filha do meu povo desde uma terra longínqua: Porventura não está o Senhor em Sião, ou não está o seu rei no meio dela? Por que razão logo me provocaram eles a ira com os seus ídolos, e com estranhas vaidades? 20O tempo da ceifa é passado, o estio findou-se, e nós não fomos salvos. 21Quebrantado estou, e entristecido pela dor da filha do meu povo; o espanto se apoderou de mim. 22Acaso não há resina em Galaad? ou não se acha lá médico? Por que razão logo não tem encourado a cicatriz da filha do meu povo?