Sapienciais
Salmos 30
1Ao regente do coro, salmo de Davi. 2Em ti, Senhor, esperei, não permitas que eu seja eternamente confundido: Livra-me, segundo a tua justiça. 3Dá ouvidos aos meus rogos, acude pronto a livrar-me. Ache eu em ti um Deus protetor, e uma casa de refúgio para me fazeres salvo. 4Porque tu és a minha fortaleza, e o meu refí- gio: E por amor do teu nome me conduzirás, e me sustentarás. 5Tu me tirarás deste laço, que me armaram escondidamente: Porque tu és o meu protetor. 6Nas tuas mãos encomendo o meu espírito: Tu mle remiste, Senhor Deus da verdade. 7Aborreces aos que observam coisas vãs, inutilmente, Mas eu no Senhor esperei: 8Regozijar-me-ei, e alegrar-me-ei na tua misericórdia. Porque viste a minha humilhação, salvaste das angústias a minha alma. 9E não me encerraste nas mãos do inimigo: Puseste os meus pés em lugar espaçoso. 10Tem misericórdia de mim, Senhor, que estou atribulado: Conturbado com o pesar está o meu olho, a minha alma, e as minhas entranhas: Estas palavras pronunciou Cristo na Cruz. Lc 23, 4G: e Isto para nos ensinar, diz Santo Agostinho, que era ele o que falava neste salmo. Non sine causa voluit verbu hujus psalm! sua esse, ut to admoneret se locutum esse in hoc psnimo. — Pcreira. 11Porque a minha vida tem desfalecido com a dor: E os meus anos com os gemidos. Tem-se debilitado pela pobreza a minha força: E OS meus ossos estão conturbados. 12Estou feito o opróbrio para todos os meus inimigos, e muito mais para os meus vizinhos: E o horror para os meus conhecidos. Os que me viam, fugiam para longe de mim: 13Fui posto em esquecimento, no coração deles como morto. Fiquei sendo como raso quebrado: 14Porque tenho ouvido as injúrias de muitos no meio dos quais eu estava. Quando deliberavam juntos contra mim. resolveram tirar-me a vida. 15Mas eu em ti esperei, Senhor: Disse: Meu Deus és tu: 16Nas tuas mãos estão as minhas sortes. Livra-me das mãos dos meus inimigos, e dos que me perseguem. 17Resplandeça a claridade do teu rosto sobre o teu servo, salva-me segundo a tua misericárdia: 18Senhor, não seja eu confundido, pois que te inroquei. Envergonhem-se os impios, e sejam conduzidos ao inferno: 19Tornem-se mudos os lábios enganadores. Que falam contra o Justo palavras de iniquidade, com soberba, e com desprezo. 20Que grande é, Senhor, a abundância da tua doçura, que tens reservada para os que te temem! Tu a deste completa àqueles que esperam em ti à vista dos filhos dos homens. 21Tu os esconderás no secreto da tua face contra a turbação dos homens. Tu os defenderás no teu tabernáculo da contradição das línguas. 22Bendito o Senhor: Porque maravilhosamente tem usado comigo da sua misericórdia na cidade fortificada. 23Mas eu disse no transporte do meu ânimo: Lançado fui diante dos teus olhos. Portanto ouviste a voz da minha oração, quando a ti clamava. 24Amai ao Senhor todos os que sois seus santos: Porque o Senhor perguntará pela verdade, e retribuirá abundantemente aos que obram com soberba. 25Obrai varonilmente, e fortaleça-se o coração de todos vós os que esperais no Senhor. De Davi, Maskil.