Sapienciais
Salmos 34
1Do mesmo Davi. tem: "Muitos são os males", as aflições do Justo; o que, com o que se diz no versículo seguinte, se deve entender principalmente do Justo por excelência, que é Jesus Cristo; e de cada um de nós está escrito, que por meio de muitas tribulações é necessário entrar no reino dos Céus. At 14, 21. — P. Selo. le: "Matará ao ímpio a maldade"; de tal sorte que a sua mesma malícia será cruel verdugo que o acaba. — Sacy. DE DAVI — Foi escrito no tempo da perseguição a Julga, Senhor, aos que me fazem dano, expugna aos que me combatem. 2Toma as tuas armas e o teu escudo: E levanta-te em meu socorro. 3Tira da espada, e conclui contra aqueles que me perseguem: Dize à minha alma: Eu sou a tua salvação. 4Sejam confundidos e envergonhados os que buscam a minha alma. Voltem atrás, e sejam confundidos os que meditam contra mim. 5Sejam feitos como o pó ante a face do vento: E o Anjo do Senhor os coarcte. 6Torne-se o seu caminho em trevas e escorregadio: E o Anjo do Senhor os persiga. 7Porquanto sem razão me esconderam o seu laço da morte: Sem causa encheram de opróbrios a minha alma. 8Venha sobre ele um laço que ignora: E a rede que escondeu o prenda a ele: E caia no mesmo laço que ele armoul. 9Mas a minha alma regozijar-se-á no Senhor: E deleitar-se-a em seu Salvador. 10Todos os meus ossos dirão: Senhor, quem é semelhante a ti? Saul. Davi implora a assistência de Deus contra os seus inimigos. Tem doze estrofes. empresas, e obras não tenham luz alguma, nem guia de bom conselho, nem firmeza sobre que possam subsistir. E acrescenta santo Agostinho: as trevas são ignorância, e o escorregadio a impureza; "vaticina que lhes aconteceriam estes males". Tudo isto pontualmente sucede à infeliz nação, que com tanta perfídia condenou & morte Jesus Cristo. - P. Sclo. Que livras an desvalido das mãos dos mais fortes que ele: Ao necessitado e ao pobre dos que o roubam. 11Levantando-se testemunhos iníquos, coisas que não sabia me perguntavam. 12Tornavam-me a mim males por bens: Esterilidade à minha alma. 13Porém eu quando me cram molestos, me restia de cilício. Humilhava a minha alma com o jejum: E a minha oração dava voltas no meu seio. 14Como a próximo. e como a irmão nosso assim lhe comprazia: Como um que traz luto e está em tristeza assim me humilhava. 15E se alegraram e contra mim se ajuntaram: amontoaram-se sobre mim açoites, e não o sabia. 16Foram dissipados, e não se arrependeram, tentaram-me, insultaram-me com escárnios: Rangeram sébre mim os seus dentes. 17Senhor, quando tornarás a olhar-me? resgata i minha alma da malignidade deles, dos leões a única minha. 18Glorificar-te-ei na Igreja grande, no meio do povo numeroso te louvarei. 19Não se regozijem sobre mim os que me são contrários injustamente: Os que me aborrecem sem causa e acenam com os olhos. 20Porque na verdade me falavam com demonstrações de paz: Mas falando na comoção da terra, maquinavam enganos. 21E alargaram sobre mim a sua boca: E disserali: Bem, bem, tem visto os nossos olhos. 22Tu o tens visto, Senhor, não cales: Senhor, não te apartes de mim. 23Levanta-te e atende ao meu juízo: Deus meu, e Senhor mell, na minha causa. 24Julga-me segundo a tua justiça, Senhor Deus meu, e não se alegrem sobre mim. 25Não digam em seus corações: Ainda ben, ainda bem, para nossa alma: Nem digam: Nós o temos devorado. 26Fiquem envergonhados, e confundidos todos juntos, os que se congratulam dos meus males. Vestidos sejam de confusão e de vergonha os que falam com orgulho sobre mim. 27Regozijem-se e alegrem-se os que querem a minha justiça: E.digam sempre: Engrandecido seja o Senhor, os que querem a paz do seu servo. 28A minha língua publicará a tua justiça, todo o dia o teu louvor.