Sapienciais
Salmos 88
1Salmo didático de Etan ezraíta. 2Eu cantarei eternamente as misericórdias do Senhor. Anunciarei a tua verdade pela minha boca de geração em geração. 3Porquanto disseste: 4misericórdia será estabelecida para sempre nos céus: Estará preparada neles a tua verdade. 4 Tenho feito aliança com os meus escolhidos, jurei a Davi meu servo: 5Para sempre estabelecerei a tua descendência. E farei firme o teu trono de geração em geração. 6Os céus celebrarão, Senhor, as tuas maravilhas: E a tua verdade se louvará na Igreja dos Santos. 7Porque nas nuvens quem se igualará com o Senhor: Quem 'entre os filhos de Deus será semelhante a Deus? 8Deus que é glorificado na congregação dos santos: Grande e terrível sobre todos os que estão em roda dele. 9Senhor Deus das virtudes, quem é semelhante a ti? poderoso és Senhor e a tua verdade está sempre em roda de ti. 10Tu dominas sobre o poder do mar: E tu amansas o movimento das suas ondas. 11Tu humilhaste ao soberbo assim como um ferisustentam que este salmo devia ter sido composto durante a revolta de Absalão, ou na época da invasão de Sesac, rei do Egito, ou na de Senaquerib, ou ainda nos reinados de Jeconias e Sedecias. Vigouroux opina pelo tempo da invasão de Sesac, Faraó do Egito, no tempo de Roboão 3 Rs 14; 2 Par 12Tem três partes muito distintas: 1.^ (2-1:9). O salmista celebra os benefícios de Deus para com a casa de Davi. 2.ª (20-38). Lembra as promessas divinas à família real. 3.ª (39-52). Descreve o quadro da desolação em que estava o reino e implora a salvação. Tem 25 estrofes. O vers. 53 é a doxologia que termina o livro da coleção dos salmos. do: Com o braço do teu poder puseste em dispersão a teus inimigos. 12 Teus são os céus, e tua é a terra: A redondeza da terra e a sua plenitude a fundaste: 13O Aquilão, e o Mar tu o criaste. O Tabor e o Hermon em teu Nome saltarão de contentamento: 14O teu braço está cheio de poder. Firmada seja a tua mão, e exaltada a' tua destra: 15Justiça e equidade são a base do teu trono. Misericórdia e verdade irão diante da tua face: 16Bem-aventurado o povo que sabe louvar-te com júbilo. Senhor, no lume do teu rosto andarão. 17E em teu Nome se regozijarão todo o dia: E na tua justiça serão exaltados. 18Porque tu és a glória da sua virtude: E por tua boa vontade será exaltado o nosso poder. 19Porque o Senhor nos tem tomado sob sua proteção: E o Santo de Israel é nosso Rei. 20Então falaste em visão aos teus Santos, e lhes disseste: Eu tenho posto o socorro em um poderoso: E tenho exaltado a um escolhido do meu povo. 21Achei a Davi meu servo: Com o meu santo óleo o ungi. 22Porque a minha mão lhe assistirá a ele: E o meu braço o confortará. 23Nada adiantará o inimigo nele, e o filho da iniquidade não poderá ofendê-lo. 24E quebrantarei diante dele a seus inimigos: E aos que o aborrecem porei em tuga. 25E a minha verdade, e a minha clemência serão com ele: E no meu Nome será exaltado o seu poder. 26E estenderei a sua mão sobre o mar: E a sua destra sobre os rios. 27Ele me invocará, dizendo: Tu és meu Pai: Deus meu, e amparador da minha salvação: 28E eu o estabelecerei por primogênito excelso sobre os reis da terra. 29Eternamente o guardará a minha misericórdia: E a minha aliança será estável com ele. 30E farei que a sua descendência subsista por todos os séculos: E o seu trono como os dias do Céu. 31Mas se seus filhos abandonarem a minha lei: E não andarem nos meus preceitos: 32Se violarem as minhas justiças, e não guardarem os ineus mandamentos. 33Visitarei com vara as suas maldades: E com açoites os seus pecados. 34Mas não apartarei dele a minha misericórdia: Nem lhe faltarei em minha verdade: 35Nem violarei a minha aliança: Nem farei vãs as promessas que saem dos meus lábios. 36Uma vez jurei pela minha santidade, não faltarei a Davi: 37A sua descendência permanecerá eternamente. 38E o seu trono será para sempre como o sol diante de mim, e como a lua cheia: E como o testemunho fiel no céu. 39Mas tu repeliste, e desprezaste: Afastaste o teu Cristo. 40Transtornaste a aliança do teu servo: Tens posto por terra o seu santuário. 41Destruíste todos os seus valados: Puseste medo na sua fortaleza. 42Despojaram-no todos os que passavam pelo caminho: Chegou a ser o opróbrio dos seus vizinhos. 43Exaltaste a destra dos que o humilhavam: Alegraste a todos os seus inimigos. 44Apartaste a defensa da tua espada: E não o auxiliaste na batalha. 45Fizeste cessar o seu esplendor: E derribaste por terra o seu trono. 46Abreviaste os dias do seu tempo: Cobriste-o de confusão. 47Que acaso estarás apartado, Senhor, até ao fim: Escandecer-se-á como fogo a tua ira? 48Lembra-te de qual é a minha subsistência: Pois que, acaso criaste em vão todos os filhos dos homens? 49Que homem há, que viva, e não veja a morte: Que haja de livrar a sua alma do poder do inferno? O TEU CRISTO — Segundo uns este versículo refere-se a Sedecias, último rel de Judá, conduzido ao cativeiro, e morto na Babilonia; outros ao Messias, que devia libertar a nação judaica. - 249 → 50Onde estão as tuas antigas misericórdias, Senhor, as que juraste a Davi na tua verdade? 51Lembra-te, Senhor, do opróbrio que os teus servos têm sofrido de muitas nações, o qual eu tenho depositado no meu seio. 52Lembra-te Senhor do que disseram contra nós os teus inimigos, quanto nos insultaram na aflição do teu Cristo. 53Bendito seja o Senhor para sempre: Assim seja, assim seja.