
Primeiros mártires da Igreja de Roma
Santos Protomártires da Igreja de Roma
Roma, Itália
Os primeiros cristãos de Roma mortos na perseguição de Nero, após o incêndio da cidade no ano 64; seus nomes não chegaram até nós.
Arte: As tochas de Nero (Museu Nacional, Cracóvia), Henryk Siemiradzki, 1882 · Public domain · fonte
Biografia
Em julho do ano 64, um grande incêndio destruiu boa parte de Roma. Segundo o historiador romano Tácito (Anais, XV, 44), para afastar de si as suspeitas, o imperador Nero acusou os cristãos e mandou prender e executar "uma grande multidão" deles, com crueldade: alguns foram lançados às feras, outros crucificados ou queimados como tochas nos jardins imperiais.
A Primeira Carta de São Clemente de Roma, do fim do século I, também recorda a grande multidão de eleitos que sofreu ultrajes e tormentos por causa da fé, junto com os apóstolos Pedro e Paulo. Eram, em grande parte, discípulos que haviam recebido o Evangelho da pregação apostólica.
Seus nomes não foram conservados. Por isso, na reforma do calendário de 1969, a Igreja instituiu esta memória no dia seguinte à solenidade de São Pedro e São Paulo, para honrar em conjunto as primícias dos mártires da Igreja de Roma.
Como nos inspira hoje
Estes mártires sem nome lembram que a Igreja se sustenta também no testemunho de pessoas comuns, desconhecidas da história, mas conhecidas por Deus. Seu exemplo convida a viver a fé com fidelidade mesmo quando ninguém vê e a rezar pelos cristãos que ainda hoje são perseguidos.
Símbolos
- palma do martírio
- tochas
- coroa
Oração
Senhor nosso Deus, que fizestes fecunda a Igreja de Roma com o sangue de tantos mártires cujos nomes só vós conheceis, dai-nos a mesma fidelidade no meio das provações. Sustentai os cristãos perseguidos em nosso tempo e fazei de nós testemunhas humildes do vosso Evangelho. Amém.
Oração composta para o app.