
Santa Josefina Bakhita, virgem
Santa Josefina Bakhita
Schio, Vêneto, Itália
Sudanesa sequestrada na infância e vendida como escrava, encontrou a liberdade e a fé na Itália, onde viveu como irmã canossiana humilde e acolhedora.
Arte: Estátua de Santa Josefina Bakhita (Catedral de São Tomás More, Arlington, EUA), Autor desconhecido, século XXI (foto de 2024) · CC BY-SA 4.0 · fonte
Biografia
Bakhita nasceu por volta de 1869 numa aldeia de Darfur, no atual Sudão. Por volta dos oito anos foi sequestrada por traficantes de escravos; o trauma fez com que esquecesse o próprio nome, e os captores a chamaram Bakhita, "afortunada". Vendida várias vezes, sofreu maus-tratos e foi marcada com dezenas de cortes no corpo.
Em 1883 foi comprada em Cartum pelo cônsul italiano Callisto Legnani, que a tratou com bondade e a levou para a Itália. Ali serviu a família Michieli e, confiada às Irmãs Canossianas de Veneza, conheceu a fé. Quando quiseram levá-la de volta à África, recusou-se; em 1889 a justiça italiana reconheceu que ela era livre. Em 9 de janeiro de 1890 recebeu o batismo, a crisma e a primeira comunhão, com o nome de Josefina.
Entrou para as Canossianas e fez os votos em 1896. A partir de 1902 viveu no convento de Schio, como cozinheira, sacristã e porteira, conhecida pela doçura e pelo sorriso; o povo a chamava de "Madre Moretta". Morreu em 1947. João Paulo II a beatificou em 1992 e a canonizou em 1º de outubro de 2000.
Como nos inspira hoje
Bakhita mostra que nenhuma ferida tem a última palavra quando alguém se descobre amado por Deus. Sua história, recordada por Bento XVI na encíclica Spe salvi, inspira a lutar contra todas as formas de escravidão e tráfico de pessoas e a viver o serviço simples de cada dia com esperança.
Padroeiro de
- Sudão
- vítimas do tráfico de pessoas (devoção popular)
Símbolos
- hábito de religiosa canossiana
- correntes partidas
Oração
Deus de bondade, que libertastes Santa Josefina Bakhita da escravidão e a fizestes vossa filha, olhai por todos os que são explorados e vendidos. Dai-nos a esperança dela e mãos prontas para servir e libertar. Amém.
Oração composta para o app.