Santos André Kim Taegon, presbítero, Paulo Chang Hasang e Companheiros, mártires
Santos André Kim Taegon, Paulo Chong Hasang e companheiros, mártires
Coreia
Os 103 mártires da Coreia, entre eles o primeiro padre coreano, André Kim Taegon, e o catequista Paulo Chong Hasang, mortos nas perseguições do século XIX.
Biografia
A Igreja na Coreia nasceu de modo singular: não pela chegada de missionários, mas pela iniciativa de leigos coreanos que conheceram o cristianismo por meio de livros vindos da China, no fim do século XVIII. Quando os primeiros sacerdotes conseguiram entrar no país, encontraram comunidades já organizadas. A fé, vista como ameaça à ordem confuciana do reino Joseon, foi duramente perseguida ao longo do século XIX, com milhares de mortos.
André Kim Taegon nasceu em 1821 numa família cristã; seu pai morreu mártir. Estudou no seminário de Macau e foi ordenado sacerdote em Xangai pelo bispo francês Jean-Joseph Ferréol, tornando-se o primeiro padre nascido na Coreia. De volta ao país, exerceu o ministério às escondidas por pouco tempo: foi preso ao tentar abrir caminho para a entrada de missionários e decapitado junto ao rio Han, perto de Seul, em 16 de setembro de 1846, com 25 anos.
Paulo Chong Hasang era um leigo cujo pai e irmão também foram mártires. Dedicou a vida a reorganizar a comunidade cristã e viajou muitas vezes a Pequim para pedir que fossem enviados sacerdotes à Coreia. Preso na perseguição de 1839, escreveu ao governo uma defesa da fé cristã e foi executado em 22 de setembro daquele ano.
Com eles, São João Paulo II canonizou em Seul, em 6 de maio de 1984, outros 101 mártires: bispos e padres missionários franceses e, sobretudo, leigos coreanos — homens e mulheres, catequistas, pais e mães de família e jovens — mortos principalmente nas perseguições de 1839, 1846 e 1866.
Como nos inspira hoje
Os mártires coreanos lembram que a Igreja é obra de todo o povo de Deus: foram leigos que acolheram, transmitiram e sustentaram a fé por décadas, muitas vezes sem padres. Seu testemunho anima os cristãos a assumir a própria responsabilidade na missão, a viver a fé em família e a permanecer fiéis mesmo quando ela custa caro.
Padroeiro de
- clero coreano (Santo André Kim)
Símbolos
- vestes tradicionais coreanas (hanbok)
- palma do martírio
- cruz
- espada
Oração
Deus da vida, que fizestes crescer a vossa Igreja na Coreia pelo testemunho de leigos e sacerdotes fiéis até o martírio, dai-nos a mesma coragem de anunciar o Evangelho. Que nossas famílias e comunidades sejam lugares onde a fé é recebida, vivida e transmitida. Amém.
Oração composta para o app.