
Santos Marcelino e Pedro, mártires
Santos Marcelino e Pedro, mártires
Roma, Itália
O presbítero Marcelino e o exorcista Pedro, mártires de Roma na perseguição de Diocleciano, lembrados no Cânon Romano da Missa.
Arte: Cristo entre Pedro e Paulo e o Cordeiro entre os mártires Gorgônio, Pedro, Marcelino e Tibúrcio — Catacumba dos Santos Marcelino e Pedro, Roma, Anônimo (pintura da catacumba); reprodução de Joseph Wilpert, fim do século IV – início do século V (reprodução publicada em 1903) · Public domain · fonte
Biografia
Marcelino era presbítero e Pedro exercia o ministério de exorcista na Igreja de Roma no início do século IV. Morreram durante a grande perseguição de Diocleciano, provavelmente por volta de 304. Pouco se sabe com segurança sobre sua vida; relatos posteriores, de tom lendário, contam que converteram na prisão o carcereiro e sua família.
O testemunho mais antigo vem do papa São Dâmaso, que ouviu a história, ainda menino, do próprio carrasco, depois convertido. Segundo os versos que o papa compôs para o túmulo, os dois foram levados a um bosque afastado, obrigados a limpar o lugar da própria execução e ali decapitados, para que os cristãos não encontrassem seus corpos.
Uma piedosa mulher chamada Lucila, porém, descobriu os restos e os sepultou no cemitério da Via Labicana, que passou a ser conhecido como catacumba dos Santos Marcelino e Pedro. A veneração foi tão grande que seus nomes entraram no Cânon Romano (Oração Eucarística I). No século IX, parte das relíquias foi levada para Seligenstadt, na Alemanha.
Como nos inspira hoje
Os dois mártires lembram que a fidelidade a Cristo muitas vezes se vive sem plateia, longe dos olhares do mundo. Ainda assim, nada se perde diante de Deus: o testemunho escondido deles alcançou até o carrasco e continua sendo recordado em cada Missa. Inspiram a perseverança discreta no bem, mesmo quando ninguém vê.
Símbolos
- palmas do martírio
- coroas
- vestes clericais
Oração
Senhor, que destes aos santos Marcelino e Pedro a firmeza de confessar a fé até a morte, concedei-nos permanecer fiéis também quando ninguém nos vê. Que o seu testemunho, que tocou o coração até de quem os executou, nos ensine a vencer o mal com o bem. Amém.
Oração composta para o app.