
São Martinho I, papa e mártir
São Martinho I
Roma, Itália
Papa que, em 649, condenou o monotelismo apoiado pelo imperador; preso, levado a Constantinopla e exilado na Crimeia, morreu ali como mártir.
Arte: Martinus. Martino I (retrato gravado da série dos papas), Giovanni Battista de'Cavalieri, 1580 · CC0 · fonte
Biografia
Martinho nasceu perto de Todi, na Úmbria. Antes de ser papa, foi enviado de seu antecessor, Teodoro I, junto à corte de Constantinopla. Eleito bispo de Roma em 649, fez-se consagrar sem esperar a confirmação imperial então exigida, sinal de sua determinação em defender a liberdade da Igreja.
Naquele tempo, o monotelismo — doutrina segundo a qual Cristo teria uma só vontade, e não uma vontade divina e outra humana — era favorecido pelo imperador Constante II, que proibira, por um edito chamado Typos, qualquer discussão sobre o tema. Ainda em 649, Martinho reuniu um concílio no Latrão que reafirmou as duas vontades de Cristo e condenou tanto a doutrina quanto os editos imperiais.
Em 653, por ordem do imperador, foi preso em Roma e levado a Constantinopla. Ali ficou meses no cárcere, foi humilhado publicamente e condenado. Exilado em Quersoneso, na Crimeia, sofreu fome e abandono e morreu em 655. É venerado como mártir no Oriente e no Ocidente; sua memória litúrgica romana é celebrada em 13 de abril.
Como nos inspira hoje
São Martinho I preferiu a prisão e o exílio a calar a verdade sobre Cristo, plenamente Deus e plenamente homem. Sua firmeza lembra que a fé não se negocia diante das pressões do poder. Ele inspira a fidelidade serena nas provações e a confiança em Deus quando nos sentimos abandonados.
Símbolos
- vestes pontifícias e tiara
- palma do martírio
- livro
Oração
Deus eterno, que sustentastes o papa São Martinho I na prisão e no exílio por amor à verdadeira fé, concedei-nos firmeza diante das pressões e paciência nas tribulações. Por sua intercessão, guardai a vossa Igreja na unidade e na verdade. Amém.
Oração composta para o app.