Domingo, 25 de março de 2029
Ano A · Semana I · Dia de preceito
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Leituras provisórias: as referências ainda não foram conferidas com o Lecionário impresso. Texto bíblico da tradução de Figueiredo (domínio público); confira a Liturgia Diária da CNBB.
Abrir na Liturgia Diária da CNBB9 versículos ainda não foram recuperados na digitalização do Figueiredo e aparecem como […].
Textos na tradução Figueiredo (domínio público). As leituras oficiais em português são da CNBB.
Abrir na Liturgia Diária da CNBB4O Senhor me deu uma lingua erudita, para el saber sustentar com a palavra o que está cansado: Ele me levanta pela manhã, pela manhã me levanta o ouvido, para que ell o ouça como mestre. 5O Senhor Deus me abriu o ouvido, e eu o não contradigo: Não me retirei para trás. 6Eu entreguei o meu corpo aos que me feriam, e as maçãs do meu rosto aos que me arrancavam os cabelos da barba: Não virei a minha face aos que me afrontavam e cuspiam enı min. 7O Senhor Deus é o meu auxiliador, por isso não foi confundido: Por isso ofereci a minha face como tinia pedra durissinia, e ser que me não hei de envergonhar.
O refrão do salmo não está disponível aqui (texto do Lecionário da CNBB). Confira na Liturgia Diária.
8Todos os que me viam escarneceram de mim: Falaram com os lábios, e mencaram a cabeça.
9Esperou no Senhor, livre-o: Salve-o: se é que o ama.
17Porquanto me rodearam muitos cães: Uma turha de malignos me sitiou. Eles trespassaram as minhas mãos e os meus pés: RAM — Os judeus, os príncipes dos sacerdotes, os escríbas, e ainda os mesmos soldados de Pilatos são figurados na imagem de noviIhos indômitos e de furiosos touros. No hebreu se l6: Fortes tou-
18Contaram todos os meus ossos. E eles mesmos me estiveram considerando e olhando:
19Repartiram entre si os meus vestidos, e lançaram sorte sobre a minha túnica.
20Mas tu, Senhor, não afastes de mim o teu socorro: Aplica-te a me defenderes. meos, subentendendo inordent, ou lacerant: Como um leño mordem, ou despedaçam as minhas mãos e os meus pés: Como se cos.
23Então anunciarei o teu nome a meus irmãos: No meio da Igreja te louvarei.
24Vós os que temeis ao Senhor, louvai-o: Vós todos os que sois a descendência de Jacó, glorificai-o:
6O qual tendo a natureza de Deus, não julgou que fosse nele uma usurpação o ser igual a Deus: 7Mas ele se aniquilou a si mesmo, tomando a natureza de servo, fazendo-se semelhante aos homens, e sendo reconhecido na condição como homem. 8Humilhou-se a si mesmo, feito obediente até à morte, e morte de cruz. 9Pelo que Deus também o exaltou, e lhe deu um Nome que é sobre todo o nome: 10Para que ao Nome de Jesus se dobre todo joe•Iho dos que estão nos Céus, na terra e nos infernos. 11E toda a língua confesse que o Senhor Jesus Cristo está na glória de Deus Padre.
8Humilhou-se a si mesmo, feito obediente até à morte, e morte de cruz. 9Pelo que Deus também o exaltou, e lhe deu um Nome que é sobre todo o nome:
14Então se foi ter um dos doze, que se chamava Judas Iscariotes, com os príncipes dos sacerdotes: E lhes disse: Que me quereis vós dar, e eu vo-lo entregarei? E eles lhe assinaram trinta moedas de prata. E desde então buscava oportumidade para o entregar. 15et ait illis: Quid vultis mihi dare, et ego vobis eum tradam? At illi constituerunt ei triginta argenteos.vg 16Et exinde quærebat opportunitatem ut eum traderet.\vg 17E no primeiro dos dias em que se comiam os pães asmos, vieram ter com Jesus seus discípulos, dizendo: Onde queres tu que te preparemos o que se há de camer na Páscoa? 18E disse Jesus: Ide à cidade à casa de um tal, e dizei-lhe: O Mestre diz: O meu tempo está próximo, em tua casa quero celebrar a Pascoa com meus discípulos. 19E fizeram os discípulos como Jesus lhes havia ordenado, e prepararam a Páscoa. 20Chegada pois a tarde, pôs-se Jesus à mesa com os seus doze discípulos. 21E estando eles comendo, disse-lhes: Em verdade vos afirmo, que um de vós me há de entregar. 22E eles mui cheios de tristeza, cada um começou a dizer: Porventura sou eu, Senhor? 23E ele respondendo, lhes disse: O que mete comigo a mão no prato, esse é o que me há de entregar. • 24O Filho do homem vai certamente como está escrito dele: Mas ai daquele homem, por cuja intervenção ha de ser entregue o Filho do homem e melhor fora ao tal homem não haver nascido. 25E respondendo Judas, o que o entregou, disse: Sou eu porventura, Mestre? Disse-lhe Jesus: Tu o dis- 26Estando eles, porém, ceando, tomou Jesus o pão e benzeu-o e partiu-o e deu-o à seus discípulos, e disse: Tomai, e comei, este é o meu corpo.. 27 _ E tomando o cálice, deu graças: E deu-lho, dizendo: Bebei dele todos. 27Et accipiens calicem, gratias egit: et dedit illis, dicens: Bibite ex hoc omnes.vg 28Porque este é o men sangue do novo testamento, que será derramado por muitos para remissão de pecados. 29Mas digo-vos: Que desta hora em diante não beberei mais deste fruto da vide até aquele dia em que o beberei de novo convosco no reino de neu Pai. 30E cantado o hino, saíram para o monte das Oliveiras. 31Então lhes disse Jesus: A todos vós serei esta noite uma ocasião de escândalo. Está pois escrito: Ferirei o pastor, e as ovelhas do rebanho se porão em desarranjo. 32Porém depois que eu ressurgir, irei adiante de vos para a Galiléia. 33E respondendo Pedro, lhe disse: Ainda quando todos se escandalizarem a teu respeito, eu nunca me escandalizarei. 34Jesus lhe replicou: Em verdade te digo, que nesta mesma noite, antes que o galo cante, me hás de negar três vezes. 35Pedro lhe disse: Ainda que seja necessário morrer eu contigo, não te negarei. E todos os mais discípulos disseram o mesmo. 36Então foi Jesus com eles a uma granja, chamada Getsêmane, e disse a seus discípulos: Assentai-vos aqui, enquanto eu vou acolá, e faço oração. 37E tendo tomado consigo a Pedro, e aos dois fiThos de Zebedeu, começou a entristecer-se e angustiar-se. 38Disse-lhes então: A' minha alma está numa tristeża mortal: Demorai-vos aqui, e vigiai comigo. se erigiram altares. O horto é arbres que j'al jamaiș rencontres. 39E adiantando-se uns poucos de passos se prostrou com o rosto em terra, fazendo oração, e dizendo: Pai meu, se é possível, passe de mim este cálice: Todavia não se faça nisto a minha vontade, mas sim a tua. 40Depois veio ter com seus discípuios, e os achou dormindo, e disse a Pedro: Visto isso não pudeste uma hora vigiar comigo? 41Vigiai, e orai para que não entreis em tentação. O espírito na verdade está pronto, mas a carne é fraca. 42De novo se retirou segunda vez, e orou, dizendo: Pai meu, se este cálice não pode passar sem que eu o beba, faça-se a tua vontade. 43E veio outra vez, e também os achou dormindo: Porque estavam carregados os olhos deles. 44E deixando-os, de novo foi orar terceira vez, dizendo as mesmas palavras. 45Então veio ter com os seus discípulos, e lhes disse: Dormi já, e descançai; cis aqui está chegada a hora em que o Filho do homem será entregue nas mãos dos pecadores. 46Levantai-vos, vamos: Eis ai se vem chegando o que me ha de entregar. 47Estando ele ainda falando, eis que chega Judas, um dos doze, e com ele uma grande multidão de gente com espadas, e varapaus, que eram os ministros enviados pelos príncipes dos sacerdotes, e pelos anciãos do povo. 48Ora o traidor tinha-lhes dado este sinal, dizendo: Aquele a quem eu der um ósculo, esse é que é, prendei-o. 49E chegando-se logo a Jesus lhe disse: Deus te salve, Mestre. E deu-lhe um ósculo. 50E Jesus lhe disse: Amigo, a que vieste? Ao mesmo tempo se chegaram os outros a ele, e lançaram mão de Jesus, e o prenderam. 51E senão quando um dos que estavam com Jesus, metendo mão à espada que trazia, a desembainhou e ferindo a um servo do sumo pontífice, lhe cortou uma oreIha. 52Então lhe disse Jesus: Mete a tua espada no seu lugar: Porque todos os que tomarem espada, morrerão à espada.. 53Acaso cuidas ti que eu não posso rogar a meu pai, e que ele me não porá aqui logo prontas mais de doze legiões de Anjos? 54Como se poderão logo cumprir as Escrituras, que declaram que assim deve suceder? 55Na mesma hora disse Jesus aquele tropel de. gente: Vós viestes armados de espadas, e de varapaus, para me prender, como se eu fora um ladrão: Todos os dias assentado entre vós, estava eu ensinando no Templo, e não me prendestes. 56Mas tudo isto assim aconteceu, para que se cumprissem as Escrituras dos profetas: Então todos os discípulos o deixaram, e fugiram. JESUS — Fol S. Pedro, como consta do Evangelho de S. João 18, 10, o que teriu, e o ferido Malco. Pedro guando se trata de pace s0 er pra cita de bons,* 57Mas os que tinham preso a Jesus, o levaram il casa de Caifás, príncipe dos sacerdotes, onde se haviam congregado os escribas, e os anciãos. 58E Pedro o ia seguindo de longe, até ao pátio do príncipe dos sacerdotes. E tendo entrado para dentro, estava assentado com os oficiais de justiça, para ver em que parava o caso. 59Entretanto os príncipes dos sacerdotes, e todo o conselho, andavam buscando quem jurasse algum falso testemunho contra Jesus, a fim den entregarem à morte:. 60Mas não o acharam, sendo assim que foram muitos os que se apresentaram para jurar falso. Mas por último chegaram duas testemunhas falsas. 61E depuseram: Este disse: Posso destruir o tenzplo de Deus e reedificá-lo em três dias. 02 Então levantando-se o príncipe dos sacerdotes, The disse: Não respondes nada ao que este depõe contra 62Et surgens princeps sacerdotum, ait illi: Nihil respondes ad ea, quæ isti adversum te testificantur?vg 63Porém Jesus estava calado. Este, o príncipe dos sacerdotes, lhe disse: Eu te conjuro pelo Deus vivo, que. nos digas, se tu és o Cristo, filho de Deus. 64Respondeu-lhe Jesus: Tu o disseste: Mas eu vos declaro que vereis daqui a pouco o Filho do homem assendo fim do cativeiro. No tempo de Pilatos o sanedrim julgava as tado à direita dò poder de Deus, e vir sobre as nuvens do Céu. 05 Então o príncipe dos sacerdotes rasgou as suas vestiduras, dizendo: Blasfemou: Que necessidade temos já de testemunhas? Eis aí acabais de ouvir agora uma blasfêmia: 60 Que vos parece? Eles respondendo disseram: E' réu de morte. Evangelho de S. Mateus 26, 67-71 • 65Tunc princeps sacerdotum scidit vestimenta sua, dicens: Blasphemavit: quid adhuc egemus testibus? ecce nunc audistis blasphemiam:vg 66quid vobis videtur? At illi respondentes dixerunt: Reus est mortis.vg 67Então uns lhe cuspiram no rosto, e o feriram a punhadas, e outros lhe deram bofetadas no rosto, deu?'S dizendo: Adivinha-nos, Cristo, quem é o que te • 68dicentes: Prophetiza nobis Christe, quis est qui te percussit?\vg 69Pedro entretanto estava assentado fora no átrio: E chegou a ele uma criada, dizendo: Tu também estavas com Jesus, o Galileu. 70Mas ele o negou diante de todos, dizendo: Não sei o que dizes. 71E saindo ele à porta, viu-o outra criada, e disse para os que ali se achavam: Este também estava com Je• sus Nazareno. 72E segunda vez negou com juramento, dizendo: Juro que tal homem não conheço. 73E dai a pouco chegaram-se uns que ali estavam, e disseram a Pedro: Tu certamente és também dos tais: Porque até a tua linguagem te dá bem a conhecer. 74Então começou a fazer imprecações, e a jurar que não conhecia tal homem. E imediatamente cantou o galo. 75E Pedro se lembrou da palarra que lhe havia dito Jesus: Antes de cantar o galo, três vezes me negarás. E tendo saído para fora, chorou amargamente. 27,1E chegada que foi a manhã, todos os príncipes dos sacerdotes, e os anciãos do povo entraram em consello contra Jesus, para o entregarem à morte. 27,2E preso o levaram, e entregaram ao governador Pôncio Pilatos. (I) ENTRARAM EM CONSELHO — Houve uma segunda reunião do sanedrim. Naturalmente a primeira tinha sido considerada ilegal, já por falta de convocação de todos os membros, ja. por ter-funcionado de noite, e fora do local designado para as sessoes. Esta segunda assembleia devla obedecer a todas as prescrições, guardadas todas as formalidades. 27,3Então Judas, que havia sido o traidor, vendo que fora condenado Jesus, tocado de arrependimento, tornou a levar as trinta moedas de prata aos príncipes dos sacerdotes, e anciãos, 27,4dizendo: Pequei, entregando o sangue inocente. Mas eles lhe responderam: A nós que se nos da? viras tu lá o que fazias. • 27,5E depois de lançar as moedas no templo retirouse: E foi-se pendurar de um laço. 27,6Mas os príncipes dos sacerdotes, tomando o dinheiro, disseram: Não é lícito deitá-lo na arca das esmolas: Porque é preço de sangue. 27,7Tendo, pois, deliberado em conselho sobre a matéria, compraram com ele o campo de um oleiro, e para servir de cemitério aos forasteiros. 27,8Por esta razão se ficou chamando aquele campo até o dia de hoje, Hacellamá, isto e, campo de sangue. Calfás declarou a Jesus Cristo réu de morte, não deu contra ele a Herodes e Torre Chitoria. 27,9Então se cumpriu o que foi anunciado ao profeta Jeremias, que diz: E tomaram as trinta moedas de prata, preço do que foi apreçado, a quem puseram em preço com. os filhos de Israel: 27,10E deram-nas pelo campo de um oleiro, assim como me ordenou o Senhor. 27,11toi apresentado, pois, Jesus ao governador, e o governador Ihe tez esta pergunta, dizendo: Ill es o rei dos judeus? Respondeu-lhe Jesus: lu o dizes. 27,12E sendo acusado pelos príncipes dos sacerdotes, e pelos anciãos, não respondeu coisa alguma. 27,13Então lhe disse Pilatos: Tu não ouves de quantos crimes te fazem cargo? 27,14E não lhe respondeu a palavra alguma, de modo que se admirou o governador em grande maneira. 27,15Ora o governador tinha por costume, 11o dia da festa, soltar aquele preso que os do povo quisessem; 27,16E naquela ocasião tinha ele um preso afamado, que se chamava Barrabás. 27,17Estando pois eles todos juntos, disse-lhes Pilatos: Qual quereis vós que eu vos solte? Barrabás, ou Jesus, que se chama o Cristo? 27,18Porque sabia que por inveja é que lho haviam entregado. 27,19Entretanto, estando ele assentado no seu tribunal, mandou-lhe dizer sua mulher: Não te embaraces com a causa desse justo: Porque hoje em sonhos foi muito o que padeci por seu respeito. 27,20Mas os príncipes dos sacerdotes, e os anciãos persuadiram aos do povo que pedissem a Barrabás, e que fizessem morrer a Jesus. 27,21E fazendo o governador esta pergunta, lhes disse: Qual dos dois quereis vós que eu vos solte? e responderam eles: Barrabás. 27,22Disse-lhes Pilatos: Pois que hei de fazer de Jesus, que se chama o Cristo? 27,23Responderam todos: Seja crucificado. O governador lhes disse: Pois que mal tem ele feito? e eles levantaram mais o grito dizendo: Seja crucificado. 27,24Então Pilatos vendo que nada aproveitava, inas que cada vez era maior o tumulto: Mandando vir agua, lavou as mãos à vista do povo, dizendo: Eu sou inocente do sangue deste justo: Vós lá vos avinde. 27,25E respondendo todo o povo, disse: O seu sangue caia sobre nós, e sobre nossos filhos. 20 Então lhes soltou a Barrabás: E depois de fazer açoitar a Jesus, entregou-lho para ser crucifi-. cado. 27,26Tunc dimisit illis Barabbam: Jesum autem flagellatum tradidit eis ut crucifigeretur.\vg 27,27Então os soldados do governador, tomando a Jesus para o levarem ao Pretório, fizeram formar à roda dele toda a coorte: 27,28E despindo-o, lhe vestiram um manto carmezin. 27,29E tecendo uma coroa de espinhos, lha puseram sobre a cabeça, e na sua mão direita uma cana. E ajoelhando diante dele, o escarneciam, dizendo: Deus te salve, rei dos judeus. 27,30E cuspindo nele, tomaram uma cana, e lhe davam com cla na cabeça. 27,31E depois que o escarneceram, despiram-no do manto, e vestiram-lhe os seus hábitos, e assim o levaram para o crucificarem. 27,32E ao sair da cidade acharam um homem de Cirene, por nome Simão: A este constrangeram a que le- 27,33E vieram a um lugar que se chama Gólgota, que é o lugar do Calvário. forças, e isto justifica naturalmente a intervenção do Cireneu, •tanto mais se nos lembrarmos que as dificuldades exaradas acima 27,34E lhe deram a beber vinho misturado com fel. E tendo-o provado não o quis beber. 27,35E depois que o crucificaram, repartiram as suas vestiduras, lançando sortes: Porque se cumprisse o que tinha sido anunciado pelo proteta, que diz: Kepartiram entre si as minhas vestiduras, e sobre a minha tunica lançaramı sortes. 30 E assentados o guardavan. 27,36Et sedentes servabant eum.vg 27,37Puseram-lhe também sobre a cabeça esta inscrição, que declarava a causa da sua morte: ESTE E' JEque foi ungido; ali se banha de lágrimas o sepulcro que O recebeu — Tudo o mesmo sem a mínima mudança. Ensaio do Púlpito 27,38Ao mesmo tempo foram crucificados com ele dois ladrões: Um da parte direita, e outro da parte esquerda. • 27,39E os que iam passando blasfemavam dele, movendo as suas cabeças, 27,40e dizendo: Ah, tu o que destróis o templo de Deus, e o reedificas em três dias, salva-te a ti mesmo: Se és filho de Deus, desce da cruz. 27,41Da mesina sorte insultando-o também os príncipes dos sacerdotes com os escribas, e anciãos, diziam: 27,42Ele salvou a outros, a si mesmo não se pode salvar: Se é rei de Israel, desça agora da cruz, e creremos nele: 27,43Confiou em Deus: livre-o lá agora, se é seu amigo, porque ele disse: Eu, pois, sou. Filho de Deus. 27,44E os mesmos impropérios lhe diziam também os ladrões, que haviam sido crucificados com ele. • 27,45Mas desde a hora sexta até à hora nona se difundiram trevas sobre toda a terra. 27,46E perto da hora nona deu Jesus um grande brado, dizendo: Eli, Eli, lamma sabachthani? isto é: Deus meu, Deus men, por que me desamparaste? mente é Jo 19, 19. 20, e aí nos ocuparemos mais demoradamente deste notável título, que encimou a cruz do Redentor. DESDE A HORA SEXTA — Três horas depois do meio-dia.* 27,47Alguns porém dos que ali estavam, e que ouviram isto, diziam: Este chama por Elias. 27,48E logo correndo um deles, tendo tomado uma esponja, a ensopou em vinagre, e a pôs sobre uma cana e lha dava a beber. 27,49Porém os mais diziam: Deixa, rejamos se rem Elias a livrá-lo. 27,50E Jesus tornando a dar outro grande brado, rendeu o espírito. 27,51E eis que se rasgou o véu do templo em duas partes dalto abaixo: E tremeu a terra, e partiram-se as pedras. 27,52E abriran-se as sepulturas: E muitos corpos de santos, que eram mortos, ressurgiram. 27,53E saindo das sepulturas depois da ressurreição de Jesus, vieram à cidade santa, e apareceram a muitos. 27,54Mas o centurião, e os que com ele estava de guarda a Jesus, tendo presenciado o terremoto, e os su- cessos que aconteciam, tiveram grande medo, e diziam: Na verdade, este homem era Filho de Deus. 27,55Achavam-se também ali, vindo de longe, muitas' mulheres, que desde a Galiléia tinham seguido a Jesus, subministrando-lhe o necessário: 27,56Entre as quais estavam Maria Madalena, e Maria, mãe de Tiago, e de Jusó, e a mãe dos filhos de Zebedeu. 27,57E quando foi lá pela tarde, veio um homem rico de Arimátéia, por nome José, que também era discípulo de Jesus: 27,58Este chegou a Pilatos, e lhe pediu o corpo de Jesus. Pilatos mandou então que se lhe desse o corpo. 27,59Tomando, pois, o corpo, amortalhou-o José num asseado lençol. 27,60E depositou-o no seu sepulcro, que ainda não tinha servido, o qual ele tinha aberto numa rocha. E tapou a boca do sepulcro com uma grande pedra que para ali revolveu, e retirou-se. 27,61E Maria Madalena, e outra Maria estavam ali sentadas defronte do sepulcro. 27,62E no outro dia, que é o seguinte ao Parasceve, os príncipes dos sacerdotes, e os fariseus acudiram juntos à casa de Pilatos, 27,63dizendo: Senhor, lembramo-nos de que aquele embusteiro, vivendo ainda, disse: En hei de ressurgir depois de três dias. 27,64Dá logo ordem que se guarde o sepulcro até ao dia terceiro: Por não suceder que venham seus discípulos, e o furtem, e digam à plebe: Ressurgiu dos mortos: E desta sorte virá o último embuste a ser pior do que o primeiro. 27,65Pilatos Jhes rspcondeu: Vós ai tendes guardas; ide, guardai-o como entendeis. 27,66Eles, porém, retirando-se, trabalharam por ficar seguro o sepulcro, selando a campa, e pondo-lhe guardas.
1Como eles pois se avizinharam a Jerusalém, e chegaram a Betfagé, ao monte das Oliveiras, enviou então Jesus dois de seus discípulos, 2dizendo-lhes: Ide a essa aldeia, que está defronte de vós e logo achareis presa uma jumenta e um jumentinho com ela: Desprendei-a, e trazei-mos: 3E se alguém vos disser alguma coisa, respondei-lhe que o Senhor os ha de mister: E logo vo-los deixará trazer. 4E isto tudo sucedeu para que se cumprisse o que tinha sido anunciado pelo profeta, que diz: 5Dizei à filha de Sião: Eis aí o teu rei, que vem a ti cheio de doçura, montado sobre uma jumenta, e sobre um jumentinho, filho do que está debaixo do jugo. 6E indo os discípulos, fizeran como Jesus lhes ordenara. 7E trouxeram a jumenta e o jumentinho, e cobriram-nos com os seus vestidos, e fizeram-no montar em cima. 8Então da gente do povo, que era muita, uns estendiam no caminho os seus vestidos, e outros cortavam ramos de árvores, e juncavam com ele a passagem: 9E tanto as gentes que lam adiante, como as que iam atrás, gritavam, dizendo: Hosana ao filho de Davi: Bendito o que vem em nome do Senhor: Hosana nas • maiores alturas. 10E quando entrou em Jerusalém, se alterou toda a cidade dizendo: Quem é este? 11E os povos diziam: Este é Jesus o profeta de Nazaré de Galiléia.